Na madrugada do último domingo, início da manhã de segunda feira, dia 08/2025, a fumaça preta que subia para o alto deixaria mais um espetáculo triste na obra de tantos esforços, pela preservação da memória de um legado que motiva muita discussão entre locais – glórias ou, nem tantas -,mas que as narrativas tentam colar como local de bondades e maravilhas, hoje mais propagadas do que ainda suportadas.
Há poucos anos atrás, um tornado devastou, entre outros, o Museu Lúcio Costa, no interior do Sitio em São Miguel das Missões e, até hoje se busca resgatar o que é possivel, de imagens e outras relíquias prejudicadas naquele vendaval.
O próprio corpo da capela na igreja sofreu danos, exigindo reparos com argamassa moderna para amenizar parte dos danos.

Agora é a vez do prédio que dá acesso ao Sitio de São Lourenço Mártir na pacata comunidade que pertence ao município de São Luiz Gonzaga.
O fogo que aparentemente teria começado na madrugada da última segunda, dia 08 tem suas causas investigadas. Possivelmente “pane na fiação elétrica” levará a responsabilidade.
Como o prédio conta com vigilância 24hrs dia e, justo onde deve permanecer o guarda quando não em movimento pelo sítio, acabou sendo devorado pelas chamas.
Como o corpo de bombeiros, que atende eventuais ocorrências fica na sede do município, sua participação é meramente passiva, uma vez que chega praticamente sempre para fazer os rescaldos. Como alíás acontece para outros municípios quando atingidos por este tipo de sinistro.
A perda foi irreparável. Haja visto que documentos e objetos da época, aí guardados, teriam se perdido totalmente no fogo. Uma tragédia no mínimo estranha para se atirar no quarto da fatalidade.
Até porque estas peças tem valor inestimável, fazem parte da história não só local, mas do país e para a cultura mundial como um todo.
Também não tem como se fazer uma crítica sugerindo ou um certo desleixo ou visto como um sinal, da divisão entre sociedade e seu próprio patrimônio, hoje bastante usado para fomentar narrativas fantasiosas e alimentar o bolso de uns poucos a reveria do que entende, quer e espera a própria população local.