Texto: autor, Eliéxio Melo (internet)

‘Harmonia entre Poderes” — é só o título de uma farsa no teatro do conchavo entre canalhas!
No Brasil, a chamada “harmonia entre os Poderes” raramente passa de encenação.
O que se vende como maturidade institucional quase sempre esconde acordos de bastidores, silêncios convenientes e alianças que nada têm de republicanas. O lançamento do SBT News, em Osasco (SP), ofereceu um retrato cristalino dessa farsa.
No mesmo palco, em clima leve e cuidadosamente cordial, estavam Lula, Alexandre de Moraes e Tarcísio de Freitas. Houve sorrisos, afagos e aplausos. Tarcísio, tratado por muitos como alternativa ao sistema, aplaudiu Moraes e discursou sobre “convergência” na arena política. A imagem falou mais alto do que qualquer nota oficial.
Nada disso ocorreu por acaso. A cena foi registrada no mesmo dia em que os Estados Unidos retiraram as sanções contra Alexandre de Moraes e sua esposa — episódio celebrado pelo próprio ministro como “vitória”, com agradecimentos explícitos a Lula pelo empenho na revogação. O simbolismo é pesado demais para ser ignorado.
É nesse ponto que a velha lição popularizada por Tropa de Elite 2 se impõe com precisão cirúrgica: o sistema não cai — ele se rearruma. Quando pressionado, muda o discurso, ajusta alianças, recompõe pontes e vende estabilidade.
A foto oficial serve como certificado de normalidade. Enquanto isso, a conta segue sendo paga pelo cidadão comum, em impostos abusivos, insegurança permanente, serviços precários e uma impunidade que escolhe lado.
Mas, o momento sugere algo além da simples autoproteção. O sistema não apenas se blinda; ele se organiza.
Toda engrenagem de poder precisa, em algum momento, de uma renovação controlada — um rosto novo, embalagem de gestor, tom moderado, baixa rejeição e trânsito livre entre campos supostamente opostos.
Alguém que pareça mudança sem representar ameaça real.
E a vitrine está montada. A imagem de Tarcísio à vontade com Lula e aplaudindo Moraes, no mesmo enquadramento e no mesmo instante em que o recado das sanções era recolhido, não é gesto isolado nem simples civilidade institucional. É sinalização política.
O sistema aproxima, legitima e normaliza até que o “novo” pareça inevitável.
No fim, o recado é duro, repetido e incômodo: o sistema venceu mais uma vez. E, ao que tudo indica, já começou a reorganizar suas peças em torno de quem pretende empurrar como próximo comando do país. Desta vez, entre risos, aplausos e fotos bem enquadradas, a farsa ficou menos disfarçada.
Finalizo dizendo:
Eu tenho nojo, nojo desse sistema politico abjeto criado no Brasil, nojo de ministros, políticos e um presidente abjeto, e porque não dizer, uma parcela da sociedade brasileira abjeta, alienada, cega, que abraça seres abjetos e ideologias abjetas!
O Brasil vai de mal a pior meu povo…de mal a pior…